Energia Solar por Assinatura

Energia Solar por Assinatura é Pegadinha?

“Não consigo entender! Não há alteração nas minhas instalações. Não preciso fazer nenhum investimento. Não tem fidelidade. Vou receber um desconto significativo na minha conta de luz e tudo que preciso fazer é assinar um termo com a Loja da Energia? Só pode ser pegadinha!”

É muito bom para ser verdade não é mesmo? Mas não há pegadinha nenhuma. Energia solar por assinatura é um novo modelo de contratar energia elétrica totalmente legal e seguro, e já está sendo aproveitado por milhares de unidades consumidoras. É a transição energética que finalmente chega aos consumidores brasileiros.

Até pouco tempo, o mercado livre de energia elétrica era modalidade disponível somente a grandes consumidores de energia que podiam escolher seu fornecedor de energia. Agora, a escolha está se tornando possível também para pequenos e médios consumidores de energia, por meio do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) regulamentado pela ANEEL.

Explico melhor. O serviço de fornecimento de energia elétrica é tarifado por meio de dois sub-produtos que são cobrados na conta de luz: a energia em si, denominada de TE (tarifa de energia) e o seu transporte desde a usina geradora de energia até seu ponto de consumo, denominada de TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição). O transporte é um monopólio operado pelas distribuidoras de energia, mas a geração de energia não é.

Ocorre que com a promulgação da lei 14.300/2022 o consumidor de energia elétrica obteve a liberdade de escolha em relação ao sub-produto “energia”. O consumidor pode escolher se sua energia será aquela fornecida pela distribuidora ou se será aquela gerada por meio de um mini ou micro-usina geradora de energia renovável, que pode ser própria ou compartilhada.

A geração compartilhada também é chamada de energia solar por assinatura, devido que a maior parte das usinas de geração distribuída são do tipo solar fotovoltaica.

Mas qual a vantagem da energia solar por assinatura?

Os geradores produzem energia mais barata e a distribuidora segue responsável pelo serviço de fornecimento de energia. Fisicamente tudo continua igual na estrutura física do consumidor, mas contratualmente muda quem está fornecendo a energia.

Tampouco há necessidade de desembolsos financeiros para construção da usina, pois os empreendedores das usinas geradoras é que fazem o investimento. É uma vantagem, porque não há riscos de prejuízo e o desconto da energia compensada na fatura é garantido. Contudo, o consumidor garante seu abastecimento por energia limpa. É uma forma de economizar na conta de luz e ajudar a preservar o meio-ambiente.

Além disto, as usinas de geração compartilhada de energia são de grande porte, sendo na maior parte dos casos usinas solares fotovoltaicas, mas também há usinas eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e usinas a biomassa. Em comparação com a minigeração solar fotovoltaica instalada no telhado, estes empreendimentos têm a vantagem da grande escala, o local otimizado para a captação do potencial energético, equipamentos mais eficientes e de melhor qualidade empregados, a manutenção periódica e mais efetiva, excelência no desenvolvimento dos projetos, entre outros fatores, que no conjunto geram menor custo de produção de energia.

Você passa a pagar pela energia que consome diretamente à usina geradora, a distribuidora fatura apenas os valores eventualmente não compensados de energia, se houver, e o custo de disponibilidade.

Portanto, por vezes é melhor se juntar a grandes geradores nestas usinas de grande porte do que instalar seu próprio sistema de energia solar fotovoltaica no telhado. Vale a reflexão.

O intuito da Loja da Energia é conectar você a fontes de energia limpa.

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